PREFEITURA DE CAMBIRA HOMENAGEIA VÍTIMAS DO COVID 19.

Por Luciene Gallo

A Administração Municipal de Cambira, com a Iniciativa do Srº Prefeito Emerson Toledo e o Secretário da Indústria, Comércio e Turismo e Secretário de Segurança e Trânsito Defesa Civil, Srº Marquinhos da Cafeeira, Construíram ao lado do Portal da cidade, um   Memorial na forma de coração, em solidariedade as famílias vítimas da Covid – 19. No momento um coração vazio, que será preenchido com flores significando a esperança.

ÍNDICE ATUAL :

 

           Coração onde serão plantados  Girassóis homenageando as vitimas do Covid 19

                                                       Foto somente ilustrativa

Estamos passando por uma crise na saúde mundial, o que a fé significa na nossa vida?a Fé é mais do que importante, ela é imprescindível. O mundo inteiro está tendo que se reinventar, em todos setores da sociedade. A crise, na raiz da palavra, é um momento de purificação em que somos obrigados a deixar alguns comportamentos de lado e, ao mesmo tempo, reforçar os comportamentos que falam da nossa essência. Nesse momento de pandemia, a essência de fé é algo que será reforçado e podemos levar com a gente.

Para colaborarmos com essa homenagem aqui deixamos um trecho do  poema de Alberto Pucheu que fala exatamente sobre oque estamos vivendo atualmente

Amanhã não será um dia melhor
do que hoje, que não é um dia
melhor do que ontem. Há um
sentimento fúnebre no ar,
de quem tem vivenciado
uma morte após a outra,
de quem tem vivenciado,
antecipadamente, mais uma
morte, a última delas, a morte
após a própria morte, a morte
da qual não se tem retorno,
a morte da qual os mortos
não voltam dela para a vida,
a morte a que apenas os vivos
se encaminham para ela
sem jamais poder voltar,
a morte da qual não se tem
poemas para se fazer,
não a morte simbólica,
mas a outra, a real,
a experiência final da morte
em vida, da qual sobrevivemos,
se tanto, ainda que neste mundo,
enquanto fantasmas desossados,
descarnados, desfigurados,
que berram na tentativa de evitar
a morte e de evitar, a todo custo,
a morte em vida. Berramos em vão.
Não assustamos mais ninguém
com nossos berros. São eles, antes,
os inassustáveis, que nos assustam.
A cada momento, tentamos aprender
a fazer, fantasmaticamente,
o improvável luto de nossas
mortes, o que, quando conseguimos,
é tão somente de um modo
individual, jamais coletivamente.
Nunca aprendemos a fazer
o luto coletivo do que matou
e torturou muitos de nós, nunca
aprendemos a fazer a luta coletiva
contra nossa história de horror,
que permanece torturando e matando.
Os torturadores e assassinos
estão vivos, viveram em família
sem ser incomodados, falam
em nome da família e de deus,
viraram nomes de ruas, pontes…

 

Informações: Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Cambira e AEN