Jandaiense é destaque no mundo pela criação do R1T1 o 1º robô de telepresença da América Latina.

Por Luciene Gallo

Antônio Henrique Dianin, de 29 anos, é conhecido dentro e fora do Brasil desde 2013, pela criação do primeiro robô de telepresença da América Latina, o R1T1. Ele, que nasceu em Apucarana, passou a infância em Mandaguari e desde os onze anos vive com a família em Jandaia do Sul.

Agora vamos apresentar um pouco sobre a sua invenção:

Um robô que se comunica com as pessoas, capaz de reconhecer até 13 emoções, detectar a idade aproximada de quem se aproxima dele, identificar gênero e etnia, além de ser um grande auxílio no setor hospitalar, principalmente. Essas são algumas das características do R1T1, considerado o melhor robô mundial para aplicação na área da saúde e o primeiro com função de telepresença da América Latina. Seu criador é um brasileiro, o engenheiro com mais de sete titulações, Antônio Henrique Dianin, da Project Company. Ele esteve na Unoeste na noite dessa terça-feira (24) e falou sobre empreendedorismo e tendências tecnológicas. A atividade integrou o Encontro Nacional de Ensino, Pesquisa e Extensão – Enepe 2017.

Antes de entrar no assunto de suas principais criações, o engenheiro destacou algumas características empreendedoras que são fundamentais para se alcançar o sucesso. A primeira delas, segundo Dianin, é felicidade ao trabalhar. “É como se fosse uma droga, um vício. Algo que te dê prazer e faz você querer continuar sempre. Outra característica é a forma de pensar, falamos que é preciso ter o pensamento fora da caixa, visando empreendimentos que causem impacto na sociedade. Executar as ideias também é um diferencial, ter atitude, independentemente se aquilo dará certo ou não. E ter sonhos, não ter medo do futuro e acreditar que um dia chegará onde deseja”.

Conforme o engenheiro, o empreendedor também não deve considerar falhas como algo grave, mas, sim, ver o que não deu certo como um aprendizado, pois errar faz parte. “A regra não é acertar de primeira, pois quando der certo, basta que seja uma única vez. O normal é errar mesmo”, afirma. Continuou dizendo a importância de exercer a liderança, levando outras pessoas a acreditarem em seu sonho, o que ajuda no desenvolvimento do negócio. “E acreditar em você mesmo. Somente assim é possível chegar lá. Também é essencial contar com uma equipe composta por profissionais de diferentes áreas, que complementam seu negócio. Na Project Company, trabalhamos para tornar essa empresa a melhor para se trabalhar do mundo. Nada de regras, como forma de se vestir, hora para entrar e para sair, enfim. Os funcionários têm metas, e se conseguem cumpri-las ficam livres para fazer o que bem quiserem”.

Filho da Jandaiense do Sul Sandra Crayola, ele acabou de ganhar um Prêmio da ONU – Chamado os 100 melhores projetos do mundo em 2021,  Antônio  Henrique foi, no mínimo, um aluno polêmico. Chegou a ser expulso por mau comportamento, mas hoje tem um currículo de dar inveja a qualquer um, com mais de dezessete cursos em diversas instituições americanas na área de robótica.

Atualmente, ele faz seis cursos universitários também na área de robótica, sendo três nos Estados Unidos e três no Brasil. Aos 16 anos, ele passou em Engenharia da Produção na Universidade Estadual de Maringá (UEM), instituição que considera a sua casa e local escolhido para dar início ao projeto R1T1 no final de 2013. O R1T1, que leva este nome em homenagem ao R2D2, um dos personagens da série Star Wars, levou cerca de um ano para tomar forma. Dois anos depois do projeto inicial, são seis robôs espalhados pelo Brasil, dois na UEM, sendo um exclusivo do Hospital Universitário.

Sobre um dos robôs mais famosos do Brasil, o R1T1, seu criador conta que esse nome foi escolhido em homenagem ao personagem da série Star Wars, R2D2. Hoje, são vários robôs espalhados pelo país, um dos locais que ficou mais conhecido foi no hospital da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Lá, o R1 leva alegria aos pacientes, pois consegue interagir com pessoas, e auxilia até em cirurgias. Apaixonado por invenções tecnológicas, Dianin também apresentou outras novidades que foram desenvolvidas para facilitar a vida de todos, como um chip implantado em sua mão que lhe permite abrir a porta de casa, realizar pagamentos, desbloquear celular, dentre outras coisas.

Ele também falou do “Sempre Seco”, um revestimento hidrofóbico super hidro-repelente e impermeabilizante com base em nanotecnologia, capaz de repelir até 96% da água em sua superfície de contato. “De maneira geral, todas as tecnologias estão convergindo para o ser humano. O que queremos com isso é ter uma nova perspectiva da realidade, ir além, talvez para chegar em lugares que ainda não fomos”, frisa.

Oficina – Também no período da noite, nesta terça (24) ocorreu a oficina “Políticas Públicas são capazes de incentivar o empreendedorismo e as novas profissões? Ministrada pelos professores Dr. Alexandre Bertoncello e Marco Paschoalotto, ambos da Unoeste.

Nós do Portal de Notícias Paraná de Norte a Sul damos os parabéns a esse jovem promissor e a toda a sua família que o apoiaram e acreditaram nele.

Colaboração: Unoeste

Redação: Alexs Young Rosa