Assim como os outros dois já liberados, este também terá que cumprir uma série de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica
Mais um, dos 12 apucaranenses que foram detidos em Brasília acusados de participar dos atos antidemocráticos do dia 08 de janeiro, conseguiu o direito de deixar a prisão, nesta sexta-feira, 20. Agora, 03 apucaranenses foram liberados e 09 ainda aguardam uma decisão. A informação foi confirmada pelo advogado Luiz Fernando Vilasboas, que representa alguns moradores de Apucarana e região detidos na capital federal.
Assim como os outros dois liberados na quarta-feira, este também terá que cumprir uma série de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Outros casos devem ser analisados ainda nesta sexta-feira.
Alexandre de Moraes iniciou nesta quarta-feira (18) a análise dos pedidos de liberdade de 1.459 presos pelos atos golpistas de 8 de janeiro.
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Segundo Vilasboas, os moradores da cidade terão que respeitar uma série de medidas: São elas: proibição de ausentar-se da comarca; recolhimento domiciliar no período noturno e nos finais de semana com uso de tornozeleira eletrônica; obrigação de apresentar-se ao Juízo da Execução da comarca de origem, no prazo de 24 horas e comparecimento semanal, todas as segundas-feiras; proibição de ausentar-se do país, com obrigação de realizar a entrega de passaportes; cancelamento de todos os passaportes emitidos no Brasil em nome do investigado, tornando-os sem efeito; suspensão imediata de quaisquer documentos de porte de arma de fogo em nome do investigado, bem como de quaisquer certificados de registro para realizar atividades de colecionamento de armas de fogo, tiro desportivo e caça; proibição de utilização de redes sociais e proibição de comunicar-se com os demais envolvidos, por qualquer meio.
O advogado, que representa 70 pessoas envolvidas nos atos antidemocráticos (35 do Paraná e o restante de outros estados), argumenta na defesa que os seus clientes não participaram da depredação e foram a Brasília para participar de um ato pacífico. Eles, segundo o defensor, têm endereço fixo e bons antecedentes.






