EXCLUSIVO:Luciene Gallo entrevista a presidente do Hospital Nossa Senhora de Fátima e trás esclarecimentos sobre a Polêmica Envolvendo a Renovação do Contrato com a Prefeitura Municipal

Por Luciene Gallo.

No último dia, a equipe de reportagem do portal de notícias Paraná de Norte a Sul esteve presente no Hospital Nossa Senhora de Fátima para trazer informações sobre a polêmica que envolve a entidade e a prefeitura municipal. Em uma entrevista exclusiva com a presidente Andreia Florêncio, foram esclarecidos diversos fatos que cercam a unidade hospitalar e a relação com o poder público.

Há alguns anos, durante a gestão anterior, iniciaram-se os repasses de verbas no valor de R$ 140.000,00, quando o hospital não atendia 24 horas e não estava aberto para emergências. Além disso, a quantidade de funcionários era consideravelmente menor. No entanto, atualmente, o valor repassado aumentou para R$ 200.000,00.

Andreia deixou claro que o Hospital Nossa Senhora de Fátima não é uma instituição particular, mas sim uma unidade filantrópica que integra o sistema de saúde do país. No Brasil, existem cerca de 2.600 instituições filantrópicas, que são entidades privadas sem fins lucrativos contratadas pelos gestores públicos para fornecer serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS).

É importante diferenciar os hospitais filantrópicos dos hospitais beneficentes, pois estes últimos direcionam seus lucros para beneficiar instituições de caridade ou grupos específicos de pessoas necessitadas.

Os hospitais filantrópicos frequentemente enfrentam dificuldades financeiras, principalmente porque a remuneração oferecida pela tabela do SUS cobre apenas 60% dos custos dos procedimentos, além da falta de recursos diretos do poder público.

Diante desse cenário, como os hospitais filantrópicos conseguem se manter financeiramente? Existem diferentes formas de captar recursos para a manutenção e reestruturação dessas instituições. A partir de setembro de 2018, o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) passou a permitir que algumas entidades hospitalares filantrópicas afiliadas ao SUS utilizem recursos do FGTS para construção e reforma de hospitais, aquisição de equipamentos, compra de bens duráveis e tecnologia da informação.

Além disso, a Caixa Econômica Federal disponibiliza uma linha de crédito específica para entidades filantrópicas conveniadas ao SUS, conhecida como Caixa Hospitais. Por meio dessa linha de crédito, é possível obter recursos financeiros do Ministério da Saúde e do Fundo Nacional de Saúde para serviços ambulatoriais e internações hospitalares.

Existem também projetos voltados para o benefício de hospitais e instituições filantrópicas. Em 2019, por exemplo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Saúde lançaram um programa com investimento de R$ 1 bilhão destinado à implementação de melhorias na gestão, governança e eficiência operacional, além da modernização das instituições.

Além das opções mencionadas, as entidades filantrópicas também podem receber doações em momentos oportunos, o que pode fazer toda a diferença na reestruturação e manutenção desses locais. No entanto, é importante ressaltar que as doações são variáveis e não constituem uma fonte de recursos fixa.

Considerando a gestão financeira das instituições, é fundamental investir em um modelo de gestão estruturado e em um planejamento estratégico adequado. Embora um hospital filantrópico não busque lucro, é necessário investir no crescimento e na infraestrutura.

Nesse contexto, os softwares de gestão hospitalar desempenham um papel importante. Empresas de tecnologia oferecem soluções para instituições de saúde, incluindo hospitais filantrópicos. Esses softwares automatizam atividades administrativas, possibilitam a criação de bancos de informações, o acompanhamento de métricas e garantem segurança no armazenamento de dados.

A utilização de um software de gestão hospitalar traz benefícios como a automação de tarefas, otimização do tempo, construção de bancos de informações, criação de métricas, segurança no armazenamento de dados e otimização dos custos hospitalares.

Mas enquanto essa realidade não acontece, hospitais como o Nossa Senhora de Fátima dependem dos cofres públicos para continuarem desempenhando o seu papel nos benefício s estendidos à população.

“Queremos aqui parabenizar o hospital e seus dirigentes que mostraram sua competência e interesse no cuidado com a população jandaiense e região.”

Em resumo, a reportagem esclareceu os leitores sobre a situação do Hospital Nossa Senhora de Fátima, abordando a polêmica em torno da não renovação do contrato com a prefeitura municipal e a verba de R$ 200.000,00. Além disso, destacou a natureza filantrópica dos hospitais, as dificuldades financeiras enfrentadas por eles e as formas de captação de recursos disponíveis. Por fim, ressaltou a importância dos softwares de gestão hospitalar para a melhoria da administração e a otimização dos recursos nas instituições.

Assista  essa reportagem na íntegra no vídeo a baixo:

*Redação: Alexs Yong Rosa