1° Simpósio Paranaense de Pesquisa de Cannabis Medicinal em Mandaguari: Política Pública Municipal e Avanços no Acesso ao Tratamento

Por Luciene Gallo.

O simpósio marcou o lançamento da política pública municipal de produção e distribuição gratuita de cannabis medicinal

 

 

Na última sexta-feira, dia 19 de abril, o Anfiteatro da Fafiman, localizado no município de Mandaguari, foi palco do 1° Simpósio Paranaense de Pesquisa de Cannabis Medicinal. O evento, organizado pela Fafiman e pela ACAN (Associação de Cannabis e Apoio ao Neurodeficiente), contou com o apoio da FECAN (Federação das Associações Canábicas do Paraná).

O simpósio marcou o lançamento da política pública municipal de produção e distribuição gratuita de cannabis medicinal. Este medicamento, derivado da cannabis, popularmente conhecida como maconha, já é adquirido pelo município para atender aproximadamente 50 pacientes cadastrados.

O custo do medicamento, que gira em torno de R$ 2 mil, torna-se acessível a pacientes diagnosticados com transtorno do espectro autista (TEA), epilepsia e outras síndromes neurológicas. Com o intuito de ampliar o acesso a esse tratamento, a solução encontrada é a produção local.

A proposta é adquirir a planta de produtores da região, devidamente autorizados para o cultivo da cannabis, e produzir o medicamento nas instalações da Fafiman, com o suporte técnico do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo.

Durante o evento, Luciene Gallo, entrevistou o vereador Chiquinho, autor do Projeto de Lei 030/2023, que regulamentou e nomeou a Lei nº 3.879/2023 como “Lei Pedro Henrique”, em homenagem a um garoto autista de 10 anos que faleceu em março de 2022. Essa legislação facilita o acesso, através do SUS, a medicamentos à base de Canabidiol (CBD).

A expectativa é que outros municípios da região se juntem ao programa e tenham acesso aos medicamentos produzidos em Mandaguari. A região noroeste do Paraná possui condições climáticas e de solo ideais para o cultivo de flores, incluindo a cannabis. Prevê-se que no início do próximo ano, os medicamentos produzidos em Mandaguari já estejam disponíveis para distribuição aos pacientes.

Segundo  Raoni Molin  presidente da Associação Canábica Norte Paranaebse o  auto custo e a falta de informação  ainda são restritos à população.

 

Ouça o áudio das entrevistas na íntegra