Curitiba: Eduardo Pimentel e Cristina Graeml vão disputar 2º turno

Candidata de direita  do pequeno partido PMB surpreende na reta final e enfrentará atual vice-prefeito do PSD

Eduardo Pimentel (PSD) e Cristina Graeml (PMB) vão disputar o 2º turno das eleições municipais em Curitiba (PR). Com 100% das urnas apuradas, o atual vice-prefeito recebeu 33,51% dos votos válidos. Em uma reviravolta, a jornalista do partido nanico obteve 31,17%. Acompanhe a cobertura das eleições municipais 2024 ao vivo no JOTA.

Graeml, que durante a campanha se apresentou como a única candidata de direita na capital paranaense, cresceu nas pesquisas na reta final e disputou o voto bolsonarista com Pimentel, que tem um vice do PL e é o candidato oficial do ex-presidente Jair Bolsonaro na cidade.

Na véspera do pleito, Graeml, 54 anos, compartilhou um vídeo em que conversa com Bolsonaro e ele declara apoio à jornalista. Pablo Marçal (PRTB), que em São Paulo também se apresentou como a verdadeira opção de direita, também gravou um vídeo apoiando a candidata do PMB. Ela, como Marçal, investiu nas redes sociais porque seu partido não lhe dava direito ao horário eleitoral gratuito na TV e no rádio.

Luciano Ducci (PSB), que tinha o apoio do PT, ficou em terceiro lugar, com 19,44% dos votos, e Ney Leprevost (União Brasil) terminou em quarto, com 6,49%. Luizão Goulart (Solidariedade) obteve 4,41%, e Maria Victoria (PP) ficou com 2,19%. O ex-governador Roberto Requião (Mobiliza) recebeu apenas 1,83%.

Pimentel, 40 anos, é formado em administração e assumiu como vice-prefeito em 2017, quando ainda era filiado ao PSDB. O empresário foi eleito na chapa de Rafael Greca, então no PMN e hoje também no PSD. Dono de um sobrenome conhecido na política paranaense, seu avô Paulo Pimentel foi governador do Paraná entre 1966 e 1971.

Desde 2020, quando trocou o PSDB pelo PSD e foi reeleito vice na chapa de Greca, Pimentel trabalhou para construir uma grande aliança em torno do seu nome. Fundamental nessa jornada foi o apoio do governador Ratinho Junior (PSD), que tem índices de aprovação na casa dos 70%.

Outro passo decisivo foi o acordo com o PL de Bolsonaro, que indicou o candidato a vice, Paulo Martins – em 2022, Martins foi o postulante bolsonarista ao Senado no Paraná e dificultou a vida de Sergio Moro, que acabou eleito. Além de PSD e PL, a coligação de Pimentel reúne MDB, Republicanos, Podemos, Novo, Avante e PRTB.

Edição: Alexs Young Rosa