Morador de Mandaguari denuncia demora no atendimento do SUS para sua filha

Por Luciene Gallo.

Desde julho de 2024, Rodrigo, morador de Mandaguari, aguarda por atendimento especializado para sua filha de 14 anos na rede pública de saúde. Segundo ele, apesar das tentativas de obter assistência, o Sistema Único de Saúde (SUS)  de Mandaguari não tem apresentado soluções concretas, levando-o a solicitar providências urgentes à Secretaria de Saúde do município.

Rodrigo afirma que já buscou atendimento diversas vezes, mas até o momento não obteve resposta satisfatória. “É angustiante ver minha filha precisar de cuidado médico e não conseguir o atendimento adequado. Espero que as autoridades municipais tomem providências rapidamente”, desabafa o morador.

 

Esforços estaduais para melhorar a saúde pública

Em resposta aos desafios enfrentados em diversos municípios, o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, ressaltou que a saúde pública é um trabalho contínuo e permanente. Durante um evento recente, ele afirmou que “na saúde, não tem missão cumprida, tem missão sendo cumprida”, destacando que os desafios são constantes e exigem dedicação ininterrupta para garantir um atendimento de qualidade à população.

O estado reforça  que o Governo do Estado do Paraná tem investido significativamente na modernização de hospitais, na ampliação de serviços especializados e no fortalecimento da atenção primária. “O trabalho na saúde nunca para. Sempre há algo a melhorar, novos desafios a enfrentar e novas demandas a atender. Nossa missão é seguir trabalhando sem descanso para oferecer um serviço cada vez melhor”, declarou o secretário.

Como funciona o repasse de verbas para a saúde

O financiamento do SUS é de responsabilidade compartilhada entre o Governo Federal, Estadual e Municipal. Os recursos são transferidos por meio do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para os fundos estaduais e municipais, que têm a responsabilidade de aplicar as verbas em serviços como atenção básica, média e alta complexidade, assistência farmacêutica e vigilância em saúde.

O Governo Federal arca com a maior parte dos recursos, enquanto os estados devem destinar no mínimo 12% de sua receita líquida para a saúde, e os municípios, pelo menos 15% de suas receitas próprias. Essas transferências ocorrem de duas formas principais:

  • Fundo a Fundo: Repasse regular e automático para custeio de serviços contínuos.
  • Convênios e Programas Específicos: Recursos destinados a projetos pontuais, como construção de unidades de saúde e programas de prevenção.

O Estado do Paraná, por meio da Secretaria de Saúde, reforça que os municípios são responsáveis pela execução direta dos serviços de saúde à população e devem prestar contas regularmente ao Ministério da Saúde. Os conselhos municipais de saúde também atuam fiscalizando a aplicação dos recursos e a qualidade do atendimento oferecido.

Cobrança por agilidade nos atendimentos locais

Casos como o de Rodrigo evidenciam a necessidade de maior eficiência na execução dos serviços de saúde nos municípios. Embora o Estado esteja investindo na ampliação e melhoria da infraestrutura de saúde, a responsabilidade pela execução direta do atendimento recai sobre as administrações municipais, que devem garantir a celeridade no acesso aos serviços básicos e especializados.

O caso segue em aberto, e Rodrigo aguarda que sua denúncia leve a medidas efetivas para garantir o atendimento adequado e a resolução do problema que afeta sua família. Até o fechamento desta matéria, a Secretaria de Saúde de Mandaguari ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

Da Redação