Por Luciene Gallo.
Passageiros e funcionários relatam precariedade, riscos sanitários e ausência de manutenção. Administração é responsabilidade da Prefeitura.
Paranaguá — Desde novembro do ano passado, os banheiros da rodoviária de Paranaguá permanecem em condições extremamente precárias, conforme registram imagens feitas por usuários e funcionários do local.
O cenário é alarmante: chão constantemente alagado, sacolas plásticas e luvas improvisadas amarradas nas torneiras para conter vazamentos, fios elétricos expostos, vasos sanitários interditados e outros sem funcionamento adequado. A situação afeta não apenas os passageiros, mas também os trabalhadores que atuam diariamente no terminal.
“Garrafa pet, sacos plásticos e de supermercado amarrados para tentar conter o vazamento das torneiras, quase todas quebradas, além de fio elétrico exposto na pia e no mictório”, relatou um turista para a reprtagem . Ele afirmou ter enfrentado dificuldades para utilizar o espaço. “Homem sempre dá um jeito, mas o estado do banheiro está terrível”, desabafou.
O turista que costuma visitar Paranaguá anualmente para participar da tradicional Festa do Santuário do Rocio, criticou a falta de manutenção do local. “Nos deparamos com o estado lamentável da rodoviária. Ela deveria ser o cartão de visita da cidade”, destacou.
Funcionários improvisam para suprir ausência de condições sanitárias
O problema atinge também os trabalhadores das lanchonetes e empresas instaladas no terminal. O banheiro feminino, segundo relatos, encontra-se praticamente inutilizável: vasos sanitários interditados, outros sujos de fezes e falta total de condições de higiene.
“Prefiro fazer xixi em um balde do que entrar no banheiro daqui”, confidenciou uma funcionária de uma das lanchonetes, que preferiu não se identificar. Segundo ela, os trabalhadores do terminal são obrigados a utilizar essas instalações insalubres diariamente.
Prefeitura é responsável pela administração
A administração da rodoviária de Paranaguá é de responsabilidade direta da Prefeitura Municipal, que recebe os valores provenientes das taxas de embarque, justamente para a manutenção do espaço.
De fato as reformaqs aparentemente começaram mas por algum motivo foram paralizadas e buscamos entender o motivo.
De acordo com informações da Viação Graciosa, uma das empresas que operam no terminal, o repasse médio mensal à Prefeitura é de aproximadamente R$ 15 mil, arrecadados através da taxa de embarque de R$ 4,10 por passageiro. A empresa Penha, também atuante no terminal, confirmou que realiza cobrança e repasse semelhante.
Risco sanitário e indignação dos usuários
Frequentadores e trabalhadores questionam a aplicação desses recursos e a falta de providências por parte do poder público. Além do desconforto, a precariedade estrutural representa risco real à saúde pública, podendo contribuir para a proliferação de doenças, especialmente as transmissíveis.
“É inadmissível que uma estrutura pública essencial como a rodoviária permaneça nessas condições por tanto tempo. Isso coloca em risco não apenas quem trabalha ali, mas todos que utilizam o serviço”, lamentou um passageiro que também preferiu não se identificar.
O Portal de Notícias Paraná de Norte a Sul cobra providências
A equipe do Portal de Notícias Paraná de Norte a Sul reforça a cobrança por uma solução imediata ou, ao menos, uma resposta oficial das autoridades competentes. A situação já se arrasta há mais de seis meses, afetando diretamente a imagem turística da cidade e, principalmente, a dignidade dos cidadãos que utilizam o terminal diariamente.
A reportagem aguarda posicionamento da Prefeitura de Paranaguá sobre a situação e as providências que serão adotadas.
Da Redação











