Vereador critica burocracia do poder executivo e cobra soluções para iluminação pública em Jandaia do Sul

Por Luciene Gallo.

Durante sessão da Câmara Municipal de Jandaia do Sul, o vereador Alexandre da Vila Rica chamou a atenção para a burocracia excessiva que, segundo ele, tem dificultado a execução de obras, a aceitação de pedidos e até o cumprimento de leis no município.

 

O parlamentar destacou que, muitas vezes, vereadores se comprometem em campanha a lutar por melhorias, mas encontram entraves na prática quando dependem da Prefeitura para colocar projetos em andamento. “O povo cobra com razão, porque votou acreditando nas nossas propostas, mas a Prefeitura demora a atender, cria exigências, e quem fica de frente com a população somos nós”, afirmou.

Um dos exemplos citados por Alexandre foi a taxa de iluminação pública: apesar da cobrança, muitas ruas seguem às escuras. “É incoerente cobrar da população por algo que não está sendo entregue”, criticou o vereador, ressaltando também outros problemas estruturais que aguardam solução.

Legislativo x Executivo: atribuições e responsabilidades

No sistema democrático brasileiro, o Legislativo municipal (Câmara de Vereadores) tem a função de fiscalizar, propor leis e representar a população, enquanto o Executivo (Prefeitura) é responsável por executar obras, serviços e implementar políticas públicas.
Apesar disso, Alexandre reforça que, na prática, os vereadores enfrentam barreiras impostas pela própria máquina administrativa, que dificultam a transformação de propostas em realidade.

A opinião do jornalista

O jornalista Mário Bezerra Guimarães comentou sobre um vídeo de uma sessão da Câmara de Vereadores de Jandaia do Sul, no qual um vereador lamentava a burocracia e as dificuldades técnicas para realizar obras e serviços no município. Muito frustrado por não conseguir avançar em ações concretas, o parlamentar teria afirmado que nem ele nem os demais deveriam se candidatar à reeleição, pois a derrota seria certa. Segundo Guimarães, o silêncio dos colegas indicou concordância tácita, e o episódio reflete uma realidade comum em muitos municípios.

O jornalista observou que, durante as campanhas eleitorais, candidatos a vereador costumam prometer melhorias em saúde, segurança, educação, infraestrutura, esporte e emprego. No entanto, eleitos, concentram-se em pedidos pontuais, como roçagem de terrenos, troca de lâmpadas e pequenas ações sociais, recorrendo às emendas parlamentares para viabilizar algumas iniciativas.

Mário Bezerra Guimarães destacou a importância do gesto de humildade do vereador, mas sugeriu que as câmaras municipais inovem, tornando-se centros de debate da gestão pública. Segundo ele, o plenário da Câmara deveria ser um fórum permanente de discussões abertas à sociedade, envolvendo segurança, saúde, educação, cultura, lazer, esporte, comércio, agricultura e eventos. Para o jornalista, abrir as portas da Câmara e criar agendas de reuniões com a população traria sugestões valiosas para melhorar a cidade e outros municípios que enfrentam problemas semelhantes, marcados pela falta de alternativas e propostas no poder público.

Burocracia como obstáculo

Especialistas em administração pública apontam que a burocracia municipal, embora necessária para garantir legalidade e controle, não pode se tornar um empecilho para atender demandas urgentes da comunidade. A demora em liberar obras e serviços resulta em perda de confiança na política e agrava problemas cotidianos, como a falta de iluminação, segurança e infraestrutura.

Conclusão

A fala do vereador Alexandre da Vila Rica ecoa um sentimento comum entre a população: a cobrança por respostas rápidas e efetivas. Enquanto Legislativo e Executivo não atuarem de forma mais integrada, a distância entre promessas de campanha e realidade seguirá ampliando a insatisfação popular.

Edição: Alexs Young Rosa