Por Luciene Gallo.
Na manhã desta terça-feira (28 de outubro), um grupo expressivo de manifestantes se reuniu em frente ao Pronto Atendimento Municipal (PAM) de Mandaguari para protestar contra as condições da saúde pública e cobrar justiça pela morte de Thaís de Souza Lima, de 35 anos, que faleceu no último sábado (25/10), vítima de dengue hemorrágica.
O clima era de dor, indignação e pedido por respostas. Cartazes com frases como “Queremos respeito à vida” e “A saúde não pode esperar” eram erguidos por familiares, amigos e cidadãos que acompanharam o caso e exigiam providências.
A prefeita Ivoneia Furtado compareceu ao local e, diante dos manifestantes e da imprensa, ouviu os relatos e reivindicações da população, demonstrando solidariedade à família e compromisso em acompanhar as investigações. A Polícia Militar esteve presente garantindo que a manifestação ocorresse de forma pacífica e organizada.
Entenda o caso
De acordo com os familiares, Thaís de Souza Lima vinha apresentando fortes dores e mal-estar há alguns dias. Ela procurou atendimento no PAM municipal diversas vezes, onde foi atendida, medicada e liberada pelo médico de plantão.
Na última ida à unidade, diante da persistência dos sintomas, o profissional de saúde teria encaminhado Thaís ao Hospital Cristo Rei, onde ela passou por exames de sangue. O laudo apontou um quadro grave de dengue hemorrágica em estágio avançado.
Mesmo com a internação imediata após o diagnóstico, o estado de saúde de Thaís agravou-se rapidamente, levando-a a óbito no sábado, 25 de outubro. A morte da jovem causou comoção e revolta na comunidade, que agora pede que o caso seja investigado com transparência e seriedade.
Para muitos moradores, o episódio expôs a fragilidade do sistema de saúde local e levantou questionamentos sobre a agilidade e qualidade dos atendimentos prestados. “A dor de uma mãe e a perda de uma vida precisam servir de alerta para que situações assim não se repitam”, disse uma das manifestantes.
Da Redação








