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terça-feira - 21 abril - 2026
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O verão deste ano chega com atraso de seis horas; entenda o solstício

 Estação mais quente do ano chega um pouco atrasada

 

O verão chega um pouco atrasado este ano, despertando às 12h03 deste domingo (21), comparado ao de 2024, que começou com uma diferença de seis horas — às 6h20 do dia 21 de dezembro. A discrepância se dá porque o ano civil (365) não coincide exatamente com o tempo real que a Terra leva para girar em torno ao Sol por completo. A variação é de cerca de 6 horas por ano.

    A cada ano os solstícios e equinócios “atrasam” algumas horas no calendário. O ano bissexto corrige esse descompasso parcialmente, mas não zera a diferença. O resultado é esse vai e vem de horários: em alguns anos o verão começa de madrugada, em outros pela manhã, à tarde ou até à noite, embora quase sempre caia nos dias 20, 21 ou 22 de dezembro.

Independentemente do dia e da hora em que começa, o verão é uma estação caracterizada pela elevação da temperatura em todo o hemisfério sul em função da posição relativa da Terra em relação ao Sol mais ao sul. Os dias são mais longos do que as noites e têm mudanças rápidas nas condições de tempo, favorecendo a ocorrência de chuvas intensas, queda de granizo, vento com intensidade variando de moderada à forte e descargas elétricas. Tudo isso se fará sentir até 20 de março de 2026, quando começa o outono no Hemisfério Sul.

Conforme explica a astrônoma do Observatório Nacional (ON/MCTI)Dra. Josina Nascimento, as estações do ano ocorrem devido à inclinação do eixo de rotação da Terra em relação ao seu plano de órbita e devido à translação da Terra em torno do Sol.

“Uma das formas de estudarmos o movimento dos astros é utilizar o sistema geocêntrico, ou seja, do ponto de vista da Terra. Assim, definimos a esfera celeste onde o equador celeste é a continuação do equador terrestre”, explica a Dra. Josina. “Em seu movimento anual, chamado de eclíptica, o Sol cruza o equador celeste duas vezes por ano. Estes pontos exatos são chamados de equinócios. Já quando o sol está em seu ponto mais distante do equador celeste, o que também ocorre duas vezes no ano, ocorrem os solstícios.”

Assim, no próximo dia 21 de dezembro, precisamente às 12h03, Horal Legal de Brasília, o Sol vai atingir o seu ponto mais distante do equador celeste no hemisfério sul, marcando o início do verão no hemisfério sul e o início do inverno no hemisfério norte.Imagem de Maria de Fátima Saraiva e Kepler de Oliveira Imagem de Maria de Fátima Saraiva e Kepler de Oliveira

Segundo a astrônoma, o verão é a estação mais quente do ano devido à inclinação de cerca de 23 graus do eixo da Terra em relação ao seu plano de órbita. Por conta dessa inclinação, os raios solares atingem mais diretamente um hemisfério da Terra de cada vez.

Quando é verão no hemisfério sul, os raios solares estão incidindo diretamente neste hemisfério. Por isso, os dias são mais quentes e há mais horas de luz, tornando os dias maiores do que as noites no verão. “Alguns efeitos das estações do ano são tão maiores quanto mais distante estamos do equador terrestre. Nas localidades próximas ao equador terrestre, o comprimento dos dias é praticamente o mesmo durante todo o ano e a diferenciação vai ficando cada vez maior, sendo máxima nos polos”, diz Josina.

Além do aumento das temperaturas e da duração maior do dia que da noite, há outros efeitos observáveis no verão como, por exemplo, o local onde o Sol nasce e se põe. A astrônoma explica que nos equinócios o Sol nasce no ponto cardeal leste e se põe no ponto cardeal oeste, depois se afasta desses pontos, sendo que os afastamentos máximos ocorrem nos solstícios.

Solstícios

Embora não seja de uso comum no nosso cotidiano, a palavra solstício representa dois momentos que muitos amam e outros detestam (e vice-versa): a chegada do inverno ou do verão.

Nesses dias, a posição do Sol no céu parece estar “parada” por um curto período. É dessa ilusão que vem o nome solstício, que tem origem no latim e significa “Sol parado”.

Vamos entender:

  • Solstício é um fenômeno astronômico que ocorre duas vezes por ano e marca o início do verão e do inverno;
  • Em termos técnicos, é quando o Sol atinge a maior ou a menor inclinação em relação à Linha do Equador;
  • Isso ocorre porque a Terra obedece tanto a um movimento de translação ao redor da estrela, quanto a um movimento de rotação em seu próprio eixo;
  • Com isso, a incidência de luz sobre os hemisférios é diferente.

Data do solstício varia a cada ano

Durante o solstício de verão, que acontece neste domingo (21), o Sol alcança sua maior altura no céu. Na ocasião, o dia é mais longo e a noite, mais curta. Já no inverno é o contrário: o astro atinge o ponto mais baixo, tornando mais curto o dia e mais longa a noite.

Assim, durante os solstícios, observa-se também que na Linha do Equador os dias e as noites têm sempre 12 horas. Já os círculos polares Ártico e Antártico têm um único dia do ano com 24 horas de luz ou de escuridão.

As datas exatas dos solstícios podem variar a cada ano. Geralmente, ocorrem entre os dias 20 e 22 de junho e entre os dias 20 e 23 de dezembro. No Brasil, como em todo o hemisfério sul, em junho tem-se o solstício de inverno e em dezembro, o solstício de verão.

Imagem de Maria de Fátima Saraiva e Kepler de Oliveira

Previsões climáticas para 2026

A previsão do clima para o trimestre de janeiro a março de 2026 é baseada na expectativa de um episódio fraco do fenômeno La Niña, nas anomalias observadas na temperatura da superfície do mar no Oceano Atlântico e nas projeções dos modelos do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET),  do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e do FUNCEME (Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos).

Temperatura: Espera-se que as temperaturas fiquem acima da média histórica na maior parte do Brasil, com os desvios mais significativos previstos para a porção central do país.

Precipitação: As projeções indicam volumes de chuva acima da média climatológica em grande parte da Região Norte e no estado do Rio Grande do Sul. Por outro lado, devem ocorrer chuvas abaixo da média na maior parte da Região Nordeste, além de partes dos estados de Tocantins, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

 

BP