Suspeita de bomba isola área perto do CMEI de Curitiba que sofreu sequestro de crianças

Depois do sequestro de 13 crianças na última sexta (9), a área próxima ao Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São Braz, na Rua Genauro Ferreira de Almeida, 79, no bairro São Braz, em Curitiba, sofreu nesta quarta (14) uma ameaça de bomba. Felizmente, foi apenas um susto.

Uma mochila suspeita foi deixada na Praça Neuma Cortez, que fica na frente do CMEI. O Esquadrão Antibombas (EAB) da 2ª Companhia de Operações Especiais do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) foi até o local e isolou a quadra. O caso foi esclarecido após a mãe do menino que esqueceu a mochila se manifestar.

A mochila tinha apenas materiais escolares, confirma Guarda Municipal de Curitiba. A corporação informou que foi acionada por um cidadão que encontrou a mochila abandonada na praça. Diante da situação, foram adotados os protocolos de segurança, com acionamento da Polícia Militar e do Esquadrão Antibombas.

“A Guarda Municipal foi acionada por um cidadão que informou a presença de uma mochila abandonada. Imediatamente, foram adotados os protocolos de segurança, com acionamento da Polícia Militar e do Esquadrão Antibombas. Após a verificação, foi constatado que a mochila continha apenas materiais escolares, sem qualquer risco à população. A ocorrência foi encerrada sem intercorrências”, afirma nota da Guarda Municipal de Curitiba.

CMEI voltou a funcionar nesta quarta

O Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São Braz voltou a funcionar nesta quarta-feira (14), buscando uma retomada com convivência, afeto e aprendizagem depois da situação traumática de sexta-feira (9), quando um homem manteve 13 crianças reféns no local.

A manhã foi marcada pelo reencontro dos profissionais da unidade com a diretora, Daniele Cristina Rosa, e representantes das secretarias municipais da Educação (SME) e de Gestão de Pessoal (SMGP), do Núcleo Regional da Educação de Santa Felicidade e das equipes de apoio psicológico. O objetivo foi oferecer um espaço para que cada servidor pudesse compartilhar como estava se sentindo, falar sobre medos e dificuldades decorrentes do episódio e conhecer a rede de atendimento disponibilizada pela Prefeitura.

Relembre o caso das crianças reféns

Um homem fez 13 crianças de 4 a 5 anos reféns dentro do CMEI São Braz na última sexta por aproximadamente três horas. Depois de horas de negociação, a Polícia Militar resolveu entrar e atirou contra o homem. Segundo o coronel da PM Alexandre Lopes Dias, a decisão foi tomada quando os policiais perceberam que as crianças estavam sob estresse crescente e que o sequestrador ameaçava atear fogo no local. “Ele não falava nada que tivesse alguma coisa conexa que pudéssemos realmente identificar qual seria a sua real intenção ou o motivo pelo qual estava fazendo aquilo”, afirmou ele.

 

De acordo com o relato da corporação, o homem estava com um isqueiro na mão e havia um forte cheiro de produto inflamável no ambiente. As informações iniciais também indicavam que ele portava uma arma de fogo e uma faca. Posteriormente, a polícia constatou que a suposta arma de fogo era um simulacro.

“É uma ocorrência de alta complexidade, na qual a Polícia Militar, juntamente com os demais órgãos de segurança do Estado, se envolveu”, afirmou o coronel Alexandre Lopes Dias.

As crianças foram retiradas do local e cinco passaram por atendimento médico.

 

BP