NOSSA REPORTAGEM – O PAM de Jandaia do Sul encontra se em estado de calamidade

Por Luciene Gallo,

Na série de reportagens, Luz Tinta e Verniz mostramos a precariedade e o estado predial do Pronto Atendimento de Jandaia do Sul (PAM) como você pode conferir em nossa reportagem, assista o vídeo:

 

No dia 06 de Dezembro de 2022  nossa equipe de reportagem esteve presente no Pronto Atendimento de Jandaoia do Sul (PAM) pois a interlocutora do vídeo Luciene Gallo precisou de atendimento para seu filho e justamente nesse dia estava chovendo e as cenas que ela presenciou foram deploráveis porque chovia muito dentro do prédio e não tinha condições de atendimento, também observou-se a falta de máscaras para minimizar a contaminação da COVID e a administração mesmo exigia mas não fornecia máscaras no local, também observou se que havia um cachorro dormindo em um dos bancos de espera na recepção do mesmo o que demostra muita falta de higiêne e descaso com a população jandaiense.

Na reportagem em vídeo você observará, através das imagens a precariedade do local e a necessidade de uma reforma e cuidados com a higienê.

 

 

A Política Nacional de Urgência (PNAU), formulada no Brasil em 2003, foi fruto de uma grande insatisfação com o atendimento nas emergências hospitalares, que culminou com a mobilização de diversos atores, como: o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), a Rede Brasileira de Cooperação em Emergência (RBCE), além do próprio Governo Federal (O’DWYER, 2010). Nesse processo, destaca-se a criação de um novo ente gestor no organograma do Ministério da Saúde, a Coordenação Geral de Urgência e Emergência – CGUE(BRASIL, 2003c), primordial para a formulação e implantação dessa política.

A construção da política federal para atenção às urgências no Brasil envolveu três momentos principais: de 1998 até 2003, há predomínio da regulamentação; entre 2004 e 2008, há grande expansão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU); e a partir de 2009, predomina a implantação do componente fixo da atenção pré-hospitalar, as Unidades de Pronto-atendimento – UPAs (MACHADO et al., 2011).

A PNAU teve como marcos o financiamento federal, a regionalização e a capacitação dos profissionais. Apresentou-se como uma normatização coerente para oferecer cuidado integral na atenção às urgências (O’DWYER, 2010). Tem entre seus méritos a superação da concepção de urgência apenas baseada em critérios clínicos, propondo o conceito ampliado de urgência, que incorpora a concepção advinda do usuário. A partir da PNAU, a diferenciação entre urgência/emergência é superada e substituída pelo termo “urgência” em níveis crescentes de gravidade (BRASIL, 2003a). O componente pré-hospitalar móvel ou SAMU (BRASIL, 2003b) foi o primeiro componente da política a ser implementado no Brasil.

O SAMU é um serviço de socorro pré-hospitalar móvel, no qual o usuário, através do acesso telefônico gratuito pelo número 192, solicita atendimento em casos de urgências. Tem um componente regulador, a Central Médica de Regulação, e um componente assistencial, as equipes das ambulâncias. Um dos seus pressupostos é ser observatório da rede de atenção às urgências e estar sob a gestão de comitês de urgência nos níveis nacional, estadual, regional e municipal (O’DWYER, 2010).

Esse novo serviço pretende organizar o acesso aos serviços de emergência hospitalar, aos leitos hospitalares e regular o acesso à rede de forma mais ampla. Portanto, o SAMU consiste em uma nova porta de entrada no sistema, que acontece a partir das chamadas telefônicas e atendimento por ambulância, conforme critérios de gravidade. Atualmente, o SAMU está presente em todos os estados brasileiros, cobrindo quase 3.000 municípios. Isto corresponde a uma cobertura de 70% da população brasileira (SAGE, 2013).

As UPAs se contituíram no principal componente fixo de urgência pré-hospitalar e têm se estabelecido como importante ponto de acesso ao sistema, instituindo-se enquanto unidades intermediárias entre a atenção básica e as emergências hospitalares. São classificadas em três diferentes portes (BRASIL, 200820092011b2011 c), de acordo com a população do município-sede, a área física, número de leitos disponíveis, gestão de pessoas e a capacidade diária de realizar atendimentos médicos.

Da mesma forma foram criados os Prontos Atendimentos Municipais onde os gestores municipais administram o local através das Secretarias de Saúde a exemplo de Jandaia do Sul, o que nos chama a atenção é a falta de manutenção do local, mesmo a população sabendo que haviam verbas para que esse problema fosse solucionado a muito tempo atrás.

Fica aqui o nosso apelo e nosso alerta para a população ( Reformem o PAM) tragam pelo menos um atendimento digno com um prédio em boas condições para a população que paga seus impostos, deixamos aqui o direito de respostas para que o prefeito e o Secretário de Saúde de Jandaia do Sul se manifestem e estabeleçam um prazo para que essa situação seja resolvida.

Redação: Alexs Young Rosa