Após sete dias de julgamento, Manvailer é condenado a 31 anos de prisão pela morte de Tatiane Spitzner

Ele foi considerado culpado pela morte da esposa, a advogada Tatiane Spitzner, com os votos da maioria dos jurados.

 

Luis Felipe Manvailer foi condenado a 31 anos, 9 meses e 18 dias de prisão pelo Tribunal do Júri de Guarapuava, no início da noite desta segunda-feira (10). Ele foi considerado culpado pela morte da esposa, a advogada Tatiane Spitzner, com os votos da maioria dos jurados. O resultado foi anunciado pelo juiz após sete dias de julgamento.

Ele foi condenado nas qualificadoras de feminicídio, motivo fútil e meio cruel – asfixia. E ainda, pelo crime de fraude processual por mover o corpo da calçada. Cabe recurso da decisão.

Também foi determinado o pagamento de R$ 100 mil aos familiares de Tatiane por danos morais.

O réu está preso na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) há dois anos, nove meses e 19 dias. A prisão preventiva do acusado foi mantida pelo juiz, portanto, ele não poderá recorrer em liberdade.

Em seu depoimento, Manvailer pediu desculpas por ter agredido a mulher, mas disse que não a matou. A expectativa era de que o júri fosse encerrado no domingo (9) com o depoimento do acusado, mas como durou mais de 11 horas, o julgamento não foi concluído.

“Primeiramente, antes de começar a responder, eu gostaria de primeiro pedir perdão à família da Tatiane por todas as agressões que eu cometi. Eu não matei a Tatiane, gostaria de pedir perdão pelo mesmo motivo para minha família, eles sabem que não sou assim, e a todas as mulheres do Brasil, pedir perdão por isso. Eu não matei a Tatiane”, disse”

O júri popular de Manvailer começou na terça-feira (4).

O caso

Tatiane Spitzner foi encontrada morta, em julho de 2018, após cair do 4º andar do prédio em que morava com o marido, em Guarapuava, região central do Paraná. Para o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o biólogo matou a advogada e a jogou do prédio.

FONTE: Banda B