Grupo extremista islâmico armado bombardeou Israel neste sábado, deixando centenas de mortos e milhares de feridos. Conflito já dura mais de 70 anos.
Sem capacidade de resolver a situação, os governantes britânicos partiram e o Estado de Israel foi proclamado pelos líderes judeus no ano seguinte, causando revolta entre os palestinos e resultando na Guerra árabe-israelense de 1948.
Em meio a diversos impasses sobre os territórios, em 1967 veio a Guerra dos Seis Dias, que mudou o cenário na região. Vitorioso, Israel tomou à força a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, então sob controle da Jordânia, bem como a Faixa de Gaza, sob administração egípcia. À época, 500 mil palestinos fugiram.

Desde então, em meio a outros conflitos e enfrentamentos, o país anexou Jerusalém Oriental (onde estão localizados santuários venerados por cristãos, judeus e muçulmanos) e continua a ocupar a Cisjordânia, mas se retirou em 2005 da Faixa de Gaza, controlada pelo movimento islâmico Hamas desde 2007.
A solução de referência da comunidade internacional é a criação de um Estado palestino que coexista em paz com Israel.
Discussões no impasse
O conflito já resultou em muitas tentativas de paz, mas com poucos resultados práticos.
De um lado, entre as principais reivindicações da Palestina, está a suspensão da colonização de seus territórios, que tem assentamentos incentivados por Israel, por exemplo.
Dados de 2017 apontam que pelo menos 600 mil colonos israelenses vivem na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.
Por outro lado, Israel exige seu reconhecimento como um Estado judeu — o que é recusado pelos palestinos, que têm receio de sacrificar o direito de regresso dos refugiados.
Outros fatores como a demora na criação de um Estado palestino independente e o bloqueio de Israel à Faixa de Gaza também pesam na discussão. Para ambos, os fatores domésticos tornam difícil qualquer concessão.
Vale lembrar que apesar de controlar a região, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) perdeu parte de sua legitimidade entre os palestinos ao longo dos anos por diversos motivos, como a paralisação do processo de paz para o local e acusações de corrupção.





