Campanha será escalonada por grupos, com início pelas crianças e pelos profissionais da saúde
Curitiba iniciou nesta segunda-feira (25) a campanha de vacinação contra a gripe de 2024 de forma escalonada. As crianças que têm de 6 meses a menos de 3 anos de idade foram priorizadas, assim como os trabalhadores de saúde da rede municipal. A campanha de vacinação contra a gripe começou pelas crianças em Curitiba.
Os demais públicos prioritários, definidos pelo Ministério da Saúde, serão convocados para se imunizar à medida que a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) receber novos lotes da vacina.
Segundo o diretor do Centro de Epidemiologia da SMS, Alcides de Oliveira, a expectativa é que as famílias procurem a vacinação o quanto antes, para garantir a imunidade contra os vírus respiratórios que circulam principalmente no outono e inverno.
A vacina está disponível para as crianças convocadas em 103 unidades de saúde da capital paranaense. Os endereços podem ser conferidos no site Imuniza Já Curitiba.
Já os trabalhadores da rede municipal, também convocados neste primeiro momento da campanha, serão imunizados em seus postos de trabalho.
Na quarta-feira (27), a convocação será ampliada para os trabalhadores da Saúde autônomos ou que atuem em hospitais e outros estabelecimentos. Eles receberão a dose no Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren-PR), na Rua Professor João Argemiro Loyola, 74, no Seminário. A vacinação para trabalhadores da Saúde, no Coren, será realizada das 8h às 12h e das 13h às 17h.
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba informa que os demais grupos prioritários serão chamados posteriormente, após o recebimento de novas doses.
A vacina contra a gripe oferecida pelo SUS é trivalente e protege contra a cepa da influenza B, influenza A H1N1 e influenza A H3N2. A vacina é contraindicada para menores de 6 meses e também para pessoas que tiveram reação anafilática grave em doses anteriores.
Mais doses
O Paraná recebeu nesta segunda-feira um segundo lote de vacinas contra a gripe com 512 mil doses. O primeiro, com 440 mil doses, já começou a ser utilizado nas 22 Regionais de Saúde. Os novos imunizantes estão armazenados no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) e deverão ser distribuídos na próxima semana, junto com o novo carregamento de 432 mil doses, que chega nesta terça-feira.
O período de vacinação vai até o dia 31 de maio, sendo 13 de abril o Dia D de mobilização nacional. A meta é imunizar pelo menos, 90% de cada um dos grupos prioritários, incluindo crianças, gestantes, puérperas, idosos com 60 anos ou mais e povos indígenas. De acordo com o Ministério da Saúde, estes grupos representam 4.556.962 pessoas em todo o Estado.
Dengue
Um novo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) registra a aplicação de 19.694 vacinas contra a dengue no Paraná até a segunda-feira. O número representa 56,22% das 35.025 doses da Qdenga, imunizante produzido pela farmacêutica Takeda, distribuídas pelo governo federal no final de fevereiro.
Conforme definido pelo Ministério da Saúde, a faixa prioritária atual para a imunização é de 10 a 14 anos. O Paraná recebeu vacinas destinadas exclusivamente para 30 municípios: 21 da 17ª Regional de Saúde de Londrina, com 23.064 doses, e nove da 9ª RS de Foz do Iguaçu, com 11.961.
Os municípios da 17ª RS registraram 13.327 aplicações – 57,78% do total destinado para essa região. As cidades da 9ª RS somaram 6.367 aplicações, ou 53,23% do quantitativo recebido. Os imunizantes enviados têm validade até 30 de junho deste ano.
Mortalidade infantil por causas evitáveis tem menor taxa em 28 anos
O Brasil reduziu em 51,5% o número de mortes de crianças com até 5 anos de idade entre 2000 e 2022. Os dados são do Observatório da Atenção Primária à Saúde, uma plataforma da associação Umane, com base no Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira indicam também tendência de queda na mortalidade infantil. O Brasil registrou, em 2023, a menor taxa de mortalidade infantil e fetal – até 1 ano de idade – por causas evitáveis dos últimos 28 anos. Segundo dados preliminares do Painel de Monitoramento da Mortalidade Infantil e Fetal, no ano passado, houve 20,2 mil mortes, o menor número de uma série histórica desde 1996.
BP









