Por Luciene Gallo.
Na noite de terça-feira, 3 de setembro, o Departamento de Agricultura e Meio Ambiente de Jandaia do Sul, município localizado no norte do Paraná, foi acionado após receber inúmeras denúncias de moradores do bairro Nova Jandaia. Segundo os relatos, a nascente do Rio Cambará, nos fundos do Jardim Pérola em direção ao Nova Jandaia, estaria recebendo a descarga de uma substância desconhecida, com aparência semelhante à tinta, que tingiu a água de vermelho.

Imediatamente, uma equipe do Departamento foi enviada ao local para coletar amostras da água contaminada. No dia seguinte, quarta-feira, os técnicos retornaram ao local e percorreram todo o trecho da nascente. Após a inspeção minuciosa, identificaram a galeria onde, por baixo do manilhamento, escorria o produto de cor vermelha. Novas amostras foram coletadas para análise.
Para investigar a origem da substância e adotar as medidas legais necessárias, foram acionados o Instituto Água e Terra (IAT) e outros órgãos competentes. O objetivo é identificar e responsabilizar os autores deste possível crime ambiental.
De acordo com a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, que trata das sanções penais e administrativas derivadas de condutas lesivas ao meio ambiente, práticas como esta são passíveis de severas punições. A legislação prevê não apenas a responsabilização criminal dos envolvidos, mas também sanções administrativas, como multas e a obrigatoriedade de reparar os danos causados. Crimes ambientais, como o descarte irregular de substâncias contaminantes em corpos d’água, podem resultar em penas que variam de um a cinco anos de reclusão, além de outras medidas punitivas previstas na lei.
A situação em Jandaia do Sul serve como alerta para a gravidade dos impactos ambientais decorrentes de ações negligentes. As autoridades locais e estaduais continuam as investigações para garantir que os responsáveis sejam devidamente punidos e que o meio ambiente seja preservado para as futuras gerações.
Redação: Alexs Young Rosa









