Secretaria de Educação afasta funcionária após vídeo com conotação política em sala de aula

Por Luciene Gallo.

Em Mandaguari, uma situação envolvendo o ambiente escolar gerou repercussão nesta semana.

A auxiliar educacional Hayla Gabrieli Souza dos Santos, de 24 anos, foi afastada de suas funções pela Secretaria Municipal de Educação após a publicação de um vídeo considerado polêmico em suas redes sociais.

Nas imagens, Hayla aparece realizando dancinhas e cantando o Hino Nacional Brasileiro de forma incorreta, enquanto incentivava crianças do Centro de Educação Infantil Maria Terezinha Zanoni Ferreira, no Jardim Boa Vista, a também comemorarem. O vídeo fazia referência à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, definida pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), e rapidamente gerou reações negativas.

Alguns pais, ao tomarem conhecimento da gravação, manifestaram indignação e acionaram a Secretaria de Educação. A pasta decidiu afastar imediatamente a funcionária, acionou o Conselho Tutelar e registrou uma ata sobre o caso. Além disso, foi instaurado um processo administrativo disciplinar, que poderá resultar na exoneração da servidora.

A Secretaria reforçou que mantém política de neutralidade política nas escolas e que qualquer tentativa de doutrinação ou influência ideológica sobre crianças não será tolerada. O órgão também salientou que a prioridade deve ser a preservação de um espaço educativo voltado ao aprendizado, ao respeito e ao desenvolvimento integral dos alunos.

O episódio reacende um debate importante: ideologias políticas não podem ser pregadas em salas de aula, principalmente quando se trata de crianças pequenas, que estão em fase de formação cognitiva e social. O papel do educador é transmitir conhecimento, valores de cidadania e respeito, sem impor posicionamentos políticos ou partidários.

O Portal de Notícias Paraná de Norte a Sul reitera que a educação deve estar alicerçada em responsabilidade, ética e neutralidade, lembrando que a administração pública e seus servidores têm a obrigação de resguardar o interesse coletivo, evitando que a escola seja usada como palco de disputas ideológicas.

Enquanto isso, o caso segue sob investigação, e a auxiliar permanece afastada até a conclusão do processo administrativo.

Edição: Alexs Young Rosa