Por Luciene Gallo.
Uma grande mobilização de equipes de resgate, autoridades e voluntários terminou com um desfecho positivo na tarde deste sábado (7), em Mandaguari, no norte do estado.
Um menino de 11 anos, que estava desaparecido desde a manhã de sexta-feira (6), foi localizado com vida em uma área rural de plantação após horas de buscas intensas na região.
De acordo com as equipes que participavam da operação, a criança foi encontrada por um servidor da prefeitura que estava auxiliando nas buscas. O funcionário conseguiu abordar o garoto e o conduziu até o ponto de apoio onde estavam familiares e socorristas.
Após ser localizado, o menino recebeu atendimento inicial das equipes de resgate e foi encaminhado para avaliação médica.
Como ocorreu o desaparecimento
O desaparecimento havia sido registrado na manhã de sexta-feira (6). O menino, aluno da Escola Municipal Yolanda Cercal da Silva, desceu do ônibus escolar no bairro Jardim Primavera, mas não seguiu para casa como de costume.
Segundo relatos, ele entrou em uma área de plantação e mata próxima aos bairros Jardim Boa Vista e Jardim Primavera, nas proximidades da Estrada Caitu.
Durante o período em que esteve desaparecido, moradores de uma propriedade rural relataram que o garoto chegou a pedir água. Ao perceber que tentariam segurá-lo para chamar as autoridades, ele se assustou e voltou a correr em direção à vegetação.
Força-tarefa mobilizou equipes e voluntários
As buscas começaram ainda na tarde de sexta-feira e mobilizaram uma grande força-tarefa.
Participaram da operação equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, da Polícia Militar do Paraná, além de guardas municipais, Defesa Civil e voluntários da comunidade.
A operação contou com drones equipados com sensores de calor e cães farejadores que ajudaram nas varreduras em áreas de lavoura e mata fechada.
A mobilização também envolveu moradores da cidade, que acompanharam as buscas e compartilharam informações nas redes sociais, ampliando o alcance da procura.
Quando uma criança desapareceu
Antes mesmo do menino ser localizado, a professora Maria Fátima da Silva Fernandes, educadora há 38 anos e profissional da Escola Dom Jaime Luiz Coelho – APAE de Mandaguari, escreveu uma crônica que expressava o sentimento da cidade naquele momento de angústia.
Quando uma criança desapareceu
No meio da rotina comum de uma cidade pequena, onde os dias costumam seguir tranquilos e previsíveis, uma notícia chegou e fez o coração de todos apertar. Foi assim em Mandaguari, quando um menino de apenas 11 anos desapareceu depois de descer do ônibus escolar.
Ele era aluno da Escola Municipal Yolanda Cercal da Silva. Um menino como tantos outros: com seus sonhos, suas manias, seus silêncios e seus jeitos próprios de ver o mundo. Um menino com Transtorno do Espectro Autista, condição que muitas vezes torna o mundo mais sensível, mais intenso e, por vezes, mais difícil de compreender.
Naquela manhã de sexta-feira, algo saiu do caminho habitual. Ele desceu do ônibus um ponto antes do que costumava. Pequenas decisões podem mudar tudo. Depois disso, foi visto entrando em meio a uma plantação de soja entre os bairros Jardim Boa Vista e Jardim Primavera. E então veio o vazio das notícias.
Quando uma criança desaparece sem deixar vestígios, não é apenas uma família que sofre. É como se a cidade inteira prendesse a respiração.
As equipes de resgate percorreram cada pedaço de terra com esperança. Drones sobrevoaram o campo buscando sinais de calor. Cães farejadores seguiram rastros invisíveis. Homens e mulheres do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, da Polícia Militar do Paraná, além de guardas municipais e equipes da Defesa Civil caminharam juntos na mesma direção: encontrar o menino.
Mas, enquanto as buscas seguiam pelos campos e trilhas, outra busca também precisava acontecer dentro de cada um de nós.
Quando uma criança desaparece, a sociedade não pode se calar.
Era preciso olhar com atenção para cada rua, cada estrada, cada quintal. Compartilhar informações. Mobilizar solidariedade. Porque nenhuma criança pode desaparecer no silêncio.
Um menino de 11 anos não era apenas um nome em uma notícia.
Ele era filho.
Era aluno.
Era alguém que ainda tinha muitas histórias para viver.E enquanto havia pessoas procurando, chamando e esperando, ainda existia esperança.
A cidade permaneceu vigilante, com os olhos atentos e o coração unido na mesma espera: a de que a notícia que todos desejavam pudesse chegar.
Final feliz trouxe alívio à cidade
Horas depois de angústia e mobilização coletiva, a notícia finalmente chegou: o menino foi encontrado com vida.
O reencontro trouxe alívio para familiares, professores, equipes de resgate e para toda a comunidade que acompanhava as buscas.
O caso terminou com um desfecho que todos esperavam — e mostrou que, quando uma cidade se une em torno de uma causa, a esperança pode encontrar o caminho.
Redação Alexs Young Rosa
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