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quarta-feira - 22 abril - 2026
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Três cursos de medicina do Paraná reprovam em exame nacional e dois deles sofrem restrições

O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta terça (17), cinco portarias que determinam a abertura de processos de supervisão contra cursos de Medicina porque apresentaram resultados insatisfatórios no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025. O resultado da primeira edição mostrou que, dos 351 cursos avaliados, 107 ficaram com notas 1 e 2, ou seja, sujeitos a sofrer sanções. No Paraná, três cursos de medicina “reprovaram”. O cursos do Centro Universitário Ingá, em Maringá, e da Universidade Paranaense, em Umuarama já sofrerão restrições. Já o curso de medicina da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu, entrou em supervisão.

O Enamed é uma prova anual aplicada pelo MEC por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para avaliar a formação médica no Brasil.

Punições mais duras para cursos de medicina com piores desempenhos

Uma das portarias atinge os cursos com pior desempenho: conceito Enade 1 e menos de 30% de alunos com proficiência. Nesses casos, o MEC aplicou as medidas mais rígidas, incluindo: suspensão imediata de ingresso de novos estudantes; suspensão de programas federais (como Fies); impedimento de aumento de vagas e abertura de processo de supervisão.

Foram afetadas:

Universidade Estácio de Sá
União das Faculdades dos Grandes Lagos
Centro Universitário de Adamantina
Faculdade de Dracena
Centro Universitário Alfredo Nasser
Faculdade Metropolitana

Centro Universitário Uninorte

Segunda leva de cursos de medicina tem redução de 50% das vagas

Uma segunda portaria trata de cursos também com conceito Enade 1, mas com desempenho um pouco melhor: entre 30% e menos de 40% de alunos proficientes. As sanções vão desde redução de 50% das vagas; suspensão de novos contratos do Fies; impedimento de aumento de vagas até restrições a programas federais.

Foram afetadas:

Centro Universitário Presidente Antônio Carlos
Universidade Brasil
Universidade do Contestado
Universidade de Mogi das Cruzes
Universidade Nilton Lins
Centro Universitário de Goiatuba

Centro Universitário das Américas
Faculdade da Saúde e Ecologia Humana
Centro Universitário CEUNI (Fametro)
Faculdade São Leopoldo Mandic (Araras)
Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul
Faculdade Zarns (Itumbiara)

Redução de 25% das vagas

Outra portaria abrange cursos com conceito Enade 2 e desempenho entre 40% e menos de 50% de alunos proficientes. As medidas são mais leves, mas ainda incluem restrições importantes redução de 25% das vagas; suspensão de novos contratos do Fies; impedimento de ampliar vagas e limitações em programas federais.

Foram afetadas

Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis
Universidade de Ribeirão Preto
Universidade Iguaçu
Universidade Iguaçu (curso diferente)
Universidade Santo Amaro
Universidade de Marília

Universidade Paranaense
Universidade Anhembi Morumbi
Afya Universidade Unigranrio
Centro Universitário Serra dos Órgãos
Universidade de Cuiabá

Centro Universitário Maurício de Nassau de Barreiras
Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto
Centro Universitário de Santa Fé do Sul
Afya Centro Universitário de Porto Velho
Centro Universitário Ingá

Faculdade de Medicina Nova Esperança
Afya Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba
Faculdade Atitus Educação Passo Fundo
Afya Centro Universitário de Itaperuna
Centro Universitário Maurício de Nassau
Faculdade Morgana Potrich

Afya Faculdade de Porto Nacional
Faculdade Uninassau Vilhena
Centro Universitário Famesc
Faculdade de Medicina de Olinda
Faculdade Estácio de Alagoinhas
Faculdade Atenas Passos

Faculdade Estácio de Juazeiro
Afya Faculdade de Ciências Médicas de Jaboatão dos Guararapes
Faculdade Unicesumar de Corumbá
Faculdade Estácio de Canindé
Afya Faculdade de Ciências Médicas de Santa Inês

Faculdades que ficarão sob supervisão

Uma quarta portaria também abre processo de supervisão, mas não aplicam restrições ainda.

Nesse caso, as instituições terão prazo para apresentar defesa ao MEC e não há punição imediata, apenas monitoramento e análise inicial.

Supervisão em universidades federais

A quinta portaria trata da supervisão de cursos de medicina de universidades federais entre os cursos de Medicina que passarão por supervisão do MEC. A única instituição com sanções imediatas neste grupo é a Universidade Federal do Pará, que teve: redução de 50% das vagas; suspensão de pedidos de aumento de vagas.

 

Foram afetadas

Universidade Federal do Pará
Universidade Federal do Maranhão
Universidade Federal da Integração Latino-Americana
Universidade Federal do Sul da Bahia

BP