Por Luciene Gallo.
A discussão sobre licitações públicas no Brasil não é recente, mas segue atual e cada vez mais necessária — especialmente quando se trata de contratos ligados à comunicação institucional, como serviços de publicidade e produção audiovisual.
COMO SURGIRAM AS LICITAÇÕES NO BRASIL
O modelo de licitações no Brasil foi consolidado como forma de garantir que o uso de recursos públicos ocorresse de maneira transparente, justa e competitiva.
Com a criação da Lei nº 8.666/1993, conhecida como Lei de Licitações, e posteriormente com a atualização por meio da Lei nº 14.133/2021, o país buscou estabelecer regras claras para:
- Contratação de serviços
- Aquisição de produtos
- Execução de obras públicas
O objetivo sempre foi evitar favorecimentos, superfaturamentos e irregularidades.
TRANSPARÊNCIA: UM PRINCÍPIO QUE PRECISA SAIR DO PAPEL
Apesar da legislação, na prática, ainda existem lacunas que preocupam especialistas e profissionais da área.
Principalmente no setor de comunicação pública, observa-se:
- Dificuldade de acesso a informações detalhadas
- Falta de clareza sobre critérios de contratação
- Ausência de padronização na prestação de serviços
O que deveria ser público e acessível muitas vezes se torna obscuro.
A NECESSIDADE DE NORMATIZAÇÃO E PADRONIZAÇÃO
Outro ponto crítico é a ausência de um padrão claro para contratação de serviços de:
- Publicidade
- Produção de vídeos
- Assessoria de comunicação
Sem critérios bem definidos, abre-se espaço para:
- Contratações questionáveis
- Falta de comprovação de entrega
- Serviços sem parâmetros técnicos
Isso fragiliza o sistema e compromete o uso do dinheiro público.
FISCALIZAÇÃO AINDA É INSUFICIENTE
Mesmo com órgãos de controle, como tribunais de contas, a fiscalização nem sempre acompanha a complexidade e a velocidade dessas contratações.
Na prática, isso pode gerar:
- Dificuldade de rastrear contratos
- Falta de auditoria técnica sobre os serviços prestados
- Brechas que permitem irregularidades
E onde há brecha, há risco de fraude.
INICIATIVAS QUE BUSCAM MAIS TRANSPARÊNCIA
Nesse cenário, ações independentes têm ganhado destaque.
A produtora e comunicadora Luciene Gallo iniciou o envio de protocolos formais às prefeituras, solicitando:
- Documentos sobre contratos com agências de publicidade
- Informações sobre produção de vídeos institucionais
- Detalhamento de valores e serviços prestados
👉 A iniciativa busca justamente ampliar a transparência e provocar uma reflexão sobre a gestão desses recursos.
UM EXEMPLO PARA A SOCIEDADE
Esse tipo de ação serve como um alerta e também como exemplo para a população.
Afinal:
- O dinheiro é público
- Os contratos são públicos
- A informação deve ser pública
Quando a sociedade cobra, o sistema se fortalece.
O PROBLEMA DAS “FALSAS IMPRENSAS”
Outro ponto sensível é o crescimento de estruturas que se apresentam como imprensa, mas atuam sem critérios claros ou regulamentação adequada.
Isso pode resultar em:
- Serviços contratados sem transparência
- Produções sem comprovação de entrega
- Relações pouco claras com o poder público
Um cenário que exige atenção urgente.
A NECESSIDADE DE AÇÃO DAS AUTORIDADES
Diante disso, especialistas defendem que novas leis amplas precisam ser criadas e aprovadas.
O debate sobre licitações, especialmente no setor de imprensa e comunicação, não pode ser ignorado.
👉 Transparência não é opção
👉 Fiscalização não é excesso
👉 E controle social não é oposição
É dever de todos garantir que os recursos públicos sejam utilizados de forma correta, ética e transparente.









