Estado pode ter tempestades hoje, amanhã e domingo, alertam institutos e a Defesa Civil
Boletim aposta dias de maior risco para chuvas
O Boletim de Gestão de Riscos, elaborado pelo Simepar em parceria com a Defesa Civil do Paraná, aponta risco entre hoje e a madrugada de domingo (26 nas regiões Sudoeste, Oeste, Noroeste e Norte do Paraná, para chuva forte em curto espaço de tempo, intensas rajadas de vento, descargas elétricas atmosféricas e granizo. Nas outras regiões do estado, o risco é moderado.
O alerta do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de alerta laranja para a parte mais a oeste do Estado nesta sexta e amarelo para a parte mais ao leste.
No sábado, o alerta laranja cobre praticamente todo o Paraná, com exceção de uma pequena faixa na divisa com São Paulo. No domingo, o alerta fica amarelo no Estado.
O monitoramento da Defesa Civil Estadual é realizado 24 horas por dia com apoio de meteorologistas do Simepar. A estrutura do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres acompanha as condições para o envio de alertas em caso de condições mais severas.
Defesa Civil reforça orientações para municípios
Diante dos riscos associados ao acumulado de chuva nos próximos dias, a Defesa Civil Estadual reforçou as orientações de preparação enviadas aos municípios do Paraná com base no Boletim de Gestão de Risco, elaborado pelo Simepar e pelo Cegerd (Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres).
Equipes técnicas trabalham em regime de plantão no monitoramento e envio de alertas diante do possível agravamento dos cenários.
“Os modelos apontam para acumulados de até 200 mm em 24 horas em áreas do Oeste, Sudoeste, Centro-Sul e nos Campos Gerais. Se essa projeção se confirmar, podemos ter situações de alagamento ou inundação. É essencial que as prefeituras saibam quais as áreas de risco no seu município para agir preventivamente”, destaca o coronel Ivan Fernandes, coordenador-executivo da Defesa Civil Estadual.
O trabalho envolve o levantamento de capacidades, recursos e estruturas disponíveis, além da realização de treinamentos de Sistema de Comando de Incidentes, reuniões de alinhamento e simulados conjuntos.
Tempestades no dia do 1º turno colocaram Justiça Eleitoral à prova
O dia 4 de outubro amanheceu com forte presença de nuvens em Curitiba durante o primeiro turno das eleições, com temperaturas oscilando entre a mínima de 15°C e a máxima de 21°C. A previsão do tempo foi marcada por chuvas de intensidade média de 10 mm, com umidade relativa do ar entre 88% e 99% e ventos predominantemente fracos a moderados, soprando com média de 8 km/h a 15 km/h.
Ou seja, em Curitiba, o tempo não chegou a prejudicar o dia de voto. Mas no interior do Estado houve ocorrências.
A chuva forte, os temporais e os ventos que atingiram o Paraná durante a madrugada e a manhã daquele domingo colocaram à prova a estrutura da Justiça Eleitoral. As condições climáticas afetaram mais de 223 mil eleitores e deixaram 94 municípios sem energia elétrica.
Mesmo assim, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) conseguiu manter o funcionamento das urnas eletrônicas, que contaram com baterias e uma estrutura de contingência para situações emergenciais.
O presidente do tribunal citou como exemplo uma urna eletrônica que precisou ser carregada com o auxílio de um carro elétrico em Salto do Lontra.
“Para se ter uma ideia da estruturação do plano, que eu não chamava nem de plano A, B ou C, e sim planos G, F ou Z, uma urna eletrônica foi carregada com um carro elétrico em Salto do Lontra. Tudo para garantir que o eleitor votasse e participasse de toda essa eleição”, relatou.
BP










