Polícia Civil confecciona 640 carteiras de identidade em Pontal do Paraná

Mutirão ocorreu entre os dias 4 e 8 de janeiro, em evento realizado em parceria com o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). Um novo mutirão para confecção de RGs, desta vez em Morretes, vai acontecer entre terça-feira (11) e vai até o sábado (15).

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) confeccionou 640 Carteiras de Identidade durante um evento realizado em parceria com o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). O mutirão foi realizado entre terça-feira (04) e sábado (08), em Pontal do Paraná, no Litoral do Estado. A atividade é parte da Operação Verão – Viva a Vida, que acontece até o dia 7 de março na região litorânea do Paraná.

De acordo com o papiloscopista da PCPR Reginaldo Fabricio de Lima, a ação tem sido de grande valia para a população, isso porque existiam muitas pessoas com a necessidade de confeccionar o documento. “Existe uma grande demanda reprimida no município quanto à confecção de RGs e este evento está conseguindo reduzir a fila de espera”, afirma Lima.

A desembargadora Joeci Machado Camargo reitera que há uma preocupação do município em atender os moradores e garantir seus direitos. “Eles estão se sentindo valorizados, por serem munícipes daqui. É importante mostrar que realmente existe, por parte do estado, toda uma preocupação em atendê-los”, conta.

Uma das beneficiadas pela confecção de documentos foi a jovem de 15 anos, filha da Cristiane Alves, que fez seu primeiro RG. Mãe e filha ficaram felizes com o conquista. “Estou muito feliz com este atendimento”, conta Cristiane.

Para evitar filas e longas esperas, a população agendou horário de atendimento através de telefones da Prefeitura de Pontal do Paraná.

MORRETES – A PCPR e o TJPR realizarão um novo mutirão para confecção de Carteiras de Identidade, desta vez em Morretes, no Litoral do Estado. O evento começa na terça-feira (11) e vai até o sábado (15).

As buscas no Lago de Furnas, em Capitólio (MG), continuarão pelos próximos dias, anunciaram hoje (9) a Defesa Civil e a Polícia Civil de Minas Gerais. Segundo os órgãos, os trabalhos prosseguirão porque, embora todos os dez mortos tenham sido resgatados, algumas vítimas tiveram somente pedaços de corpos encontrados. 

Além disso, a polícia aguarda eventuais comunicações de novos desaparecimentos, no caso de eventuais turistas que estavam sozinhos. “Pode ser que uma pessoa ou um casal estivesse caminhando e tenha caído uma pedra. Até o momento, nenhum dos órgãos recebeu informação de outros desaparecidos. Nós estamos iniciando e não temos pressa de terminar os trabalhos”, disse o delegado Marcos Pimenta, da Polícia Civil mineira.

Segundo Pimenta, até agora foram identificados apenas dois corpos, um formalmente, com base nas impressões digitais, e outro com base em reconhecimento precário de parentes, que ainda requer comparação com material genético. O impacto da rocha, informou o delegado, está dificultando os trabalhos de reconhecimento.

Responsabilidades

O sargento da Defesa Civil de Minas Gerais Wander Silva informou que a apuração sobre a falta de fiscalização e de medidas de segurança, que poderiam ter prevenido a tragédia, será discutida na investigação do inquérito aberto pela Marinha.

“Este não é o momento [de discutir isso]. Estamos concentrados nas buscas, e essas responsabilidades, no decorrer do inquérito, serão apuradas. Isso será verificado posteriormente”, argumentou. Cerca de duas horas antes da tragédia, a Defesa Civil mineira emitiu um alerta de cabeça d´água (forte enxurrada em rios provocada por chuvas) para a região de Capitólio, mas os passeios turísticos continuaram normalmente.

Reunião

Os prefeitos de São José da Barra, Paulo Sergio de Oliveira, e de Capitólio, Cristiano Silva, anunciaram que medidas para reforçar a segurança do turismo no Lago de Furnas serão discutidas amanhã (10). O encontro reunirá prefeitos da região e representantes da Defesa Civil de Minas Gerais, da Polícia Militar e da Marinha.

Segundo o prefeito de Capitólio, uma lei municipal de 2019 disciplina o turismo no cânion, proibindo banhos na área de circulação das lanchas e limitando a 40 o número de embarcações que podem permanecer por até 30 minutos na área do cânion. Além disso, normas da Marinha estabelecem o ordenamento da orla do lago.

Ele admitiu, no entanto, que, até agora, não existia uma norma sobre a distância mínima entre as lanchas e os paredões rochosos. Segundo ele, um perímetro mínimo de segurança só poderá ser definido após estudo técnico. O prefeito ressaltou que o desprendimento de um bloco tão grande é inédito na região.

“Meu pai vive aqui há 76 anos e nunca viu um desligamento de rocha desses. Acredito que, daqui para a frente, a gente precisa fazer uma análise [geológica]. Aquelas falésias estão ali há milhares de anos. Essa formação rochosa de quartzito tem essas fendas e fissuras. Já foram feitos vários estudos geológicos. Se tinha algum risco, tinha de ser emitido por um órgão superior”, explicou.

O prefeito disse ainda que uma foto de 2012, divulgada ontem nas redes sociais, com paredão com fissura larga, não se refere à rocha que desabou, mas a um que continua intacto no trecho central do cânion. De acordo com ele, a fissura no bloco que desmoronou era menor que a da pedra mostrada na foto.

Visita cancelada

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que visitaria o município de Capitólio neste domingo, cancelou a ida à região. Segundo o governo estadual, o mau tempo impossibilitou a viagem.

“Por causa das fortes chuvas que atingem o estado, as quais inviabilizam as autorizações e condições para voo, o governador não irá a Capitólio neste domingo. Nova data para a viagem será anunciada em breve”, informou a Secretaria de Governo do estado.

Edição: Graça Adjuto