Por Luciene Gallo.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição complexa que afeta o desenvolvimento neurológico, caracterizada por uma ampla variedade de características. Entre elas, destacam-se dificuldades na comunicação e interação social, atraso no desenvolvimento motor, hipersensibilidade sensorial e comportamentos repetitivos.
A palavra “espectro” indica a diversidade de comportamentos e características presentes no autismo, tornando cada indivíduo único em suas manifestações.
No Brasil, o reconhecimento e a abordagem do autismo foram tardios, com a fundação da Associação de Amigos do Autista (AMA) em 1983. Desde então, o tema tem despertado interesse não só de familiares e profissionais da saúde, mas também de pessoas autistas.
Antes de iniciativas específicas de diagnóstico, o autismo era tema de pautas jornalísticas, traduzidas por agências de notícias. Na década de 1970, surgiram os primeiros congressos e instituições dedicadas ao tema. Na década de 1980, o transtorno ganhou mais visibilidade com o surgimento de associações como a AMA e a Associação Brasileira de Autismo (Abra). Nas décadas seguintes, o autismo popularizou-se em diferentes estados, com o desenvolvimento de legislações específicas.
Estima-se que o Brasil possua cerca de 2 milhões de autistas, sendo mais de 300 mil somente no estado de São Paulo. Apesar disso, muitos ainda enfrentam dificuldades para encontrar tratamento adequado.
O Dia Mundial de Conscientização do Autismo, definido pela ONU em 2 de abril, busca chamar a atenção para a importância de compreender e apoiar pessoas com esse transtorno. No mundo, estima-se que haja mais de 70 milhões de pessoas com autismo, afetando sua comunicação e interação social.
No Brasil, é essencial que as autoridades desenvolvam políticas públicas voltadas para o diagnóstico e tratamento do autismo, além de apoiar pesquisas na área. O diagnóstico precoce e a intervenção adequada são fundamentais para melhorar a qualidade de vida das pessoas com autismo.
Para marcar a data, diversos prédios e monumentos importantes no Brasil e no mundo serão iluminados de azul, a cor símbolo do autismo. Instituições que cuidam de crianças autistas pedem à população que, no dia 2 de abril, as luzes das fachadas de seus prédios sejam acesas na cor azul, em apoio ao movimento em prol do autismo.
No vídeo a seguir, Luciene Gallo destaca a importância das autoridades prestarem mais atenção às necessidades das pessoas com autismo, especialmente nos setores de saúde e inclusão social, que muitas vezes são negligenciados.
Edição: Alexs Young Rosa






