Ministério da Saúde divulga tema do Setembro Dourado 2026

No mês de conscientização sobre o diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil, campanha enfatiza os desafios e a cura.

 

O tema norteador do Setembro Dourado, mês dedicado à sensibilização sobre o diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil, foi divulgado pelo Ministério da Saúde em nota técnica: “O câncer infantojuvenil tem desafios, mas também tem cura: fique atento aos sinais”.

Embora seja considerado raro, o câncer infantojuvenil costuma apresentar evolução rápida. Ao mesmo tempo, quando identificado precocemente e tratado de forma adequada, apresenta elevadas chances de cura. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), as chances de cura podem chegar a 80% quando a doença é diagnosticada e tratada precocemente.

Setembro Dourado é uma oportunidade para ampliar o conhecimento da população sobre a importância da identificação precoce de sinais e sintomas suspeitos, estratégia fundamental diante das limitações da prevenção do câncer infantil. A campanha nacional visa ampliar a disseminação de informações baseadas em evidências científicas, em tom acolhedor e não alarmista. Também busca fortalecer a atuação dos profissionais de saúde, apoiar famílias e cuidadores e organizar ações integradas de instituições públicas, sociedades científicas, organizações da sociedade civil e serviços especializados em torno de uma agenda comum.

Esse ano o Instituto Desiderata se uniu à Confederação Nacional de Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer (CONIACC) e à Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) para articular um conjunto de estratégias a partir do tema norteador. Carolina Motta, gerente de oncologia infantojuvenil do Instituto Desiderata, destaca que a parceria com outras instituições para o Setembro Dourado é muito significativa.

Somos poucas instituições que atuam fortalecendo a causa e precisamos somar esforços para que mais pessoas falem sobre o câncer infantojuvenil sem medo. Afinal, ele é a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no Brasil, mas, quando diagnosticado precocemente e tratado de forma adequada, tem altas chances de cura.

 

 

 Edição: Carolina Motta