O mês de setembro marca a intensificação pela busca de temporários para o fim de ano. De olho nas datas comemorativas e na Black Friday, muitas empresas já estão selecionando os trabalhadores temporários.
O motivo para essa movimentação está no próprio comportamento do consumidor. À medida que se aproximam as principais datas comerciais do segundo semestre, as empresas se preparam para o aumento das vendas e precisam reforçar suas equipes com antecedência.
- Já há vagas no comércio físico e online.
Para o professor Rodrigo Médici Cândido, da Universidade Santo Amaro (Unisa), quem pretende aproveitar as oportunidades temporárias de fim de ano deve começar a procurá-las o quanto antes. “As empresas precisam se antecipar ao aumento das vendas. Antes de colocar um novo funcionário para trabalhar, há um processo de seleção, contratação, treinamento e adaptação à rotina da empresa. Por isso, setembro e outubro já são meses importantes para quem busca uma oportunidade”, explica Rodrigo.
Quando começar a procurar?
A primeira dica do professor é simples: começar agora. Esperar novembro ou dezembro pode significar, encontrar processos seletivos já encerrados e equipes formadas. A Black Friday também antecipou parte da preparação que, no passado, estava mais concentrada no Natal. Hoje, muitas empresas começam suas promoções ainda em outubro. Para quem está desempregado ou quer uma renda extra no fim do ano, a orientação é acompanhar as vagas desde já e ampliar a busca para além das funções mais tradicionais.
O trabalho temporário também mudou com a expansão do comércio eletrônico. As oportunidades passaram a envolver não apenas vendas e atendimento ao consumidor, mas também estoque, separação de pedidos, expedição, transporte e logística.
Currículo: menos é mais
Antes de começar a distribuir currículos, é importante conferir se todas as informações estão atualizadas. Segundo Rodrigo Médici, o currículo precisa facilitar a vida de quem está selecionando. Dados objetivos, telefone e e-mail atualizados, experiências anteriores e habilidades relacionadas à vaga devem aparecer de forma clara.
Para uma contratação temporária, outro ponto pode fazer diferença: disponibilidade. O movimento de fim de ano costuma exigir trabalho aos fins de semana, feriados e em horários diferentes dos convencionais. Quando o candidato tem essa flexibilidade, é importante informar. Também não adianta enviar exatamente o mesmo currículo para todas as oportunidades. O candidato deve observar o perfil da vaga e destacar experiências, habilidades e conhecimentos que tenham relação com a função pretendida.
E quem nunca trabalhou?
As vagas de fim de ano também podem ser uma porta de entrada para o primeiro emprego. Nesse caso, a falta de experiência profissional não significa que o currículo precise estar vazio. O candidato pode identificar competências desenvolvidas em outros ambientes.
Cursos, trabalhos voluntários, conhecimentos de informática, participação em projetos e outras atividades podem ajudar a demonstrar habilidades. Um trabalho escolar, por exemplo, pode revelar capacidade de atuar em equipe; ajudar em um negócio da família pode demonstrar experiência com atendimento; e organizar uma atividade pode evidenciar planejamento e responsabilidade.
Comunicação, organização, facilidade para trabalhar em equipe e disposição para aprender também são características valorizadas. Para o professor, o jovem precisa saber apresentar aquilo que já sabe fazer, mesmo que ainda não tenha tido um emprego formal.
BP










